Blog criado para atender a disciplina: Tecnologias Educacionais PROEJA
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
SEJAM BEM VINDOS AO BLOG DO GRUPO 04 - EJA E REDES SOCIAIS
um mundo em suas mãos
Este espaço foi criado com o objetivo de compartilhar informações com os demais colegas do curso de Especialização em PROEJA, a fim de atender requisitos da disciplina Tecnologias Educacionais no Proeja. Por acreditar que é por intermédio das informações que alcançamos e/ou geramos os conhecimentos. Peter Burke (2003, p. 19) faz uma comparação dentre os estágios do que é informação e o que é conhecimento, em que o mesmo vai dizer que:
(...) usa o termo “informação” para referir-se ao
que é relativamente “cru”, específico e prático e o termo “Conhecimento” para denotar o que foi “cozido”, processado ou
sistematizado pelo pensamento.
Logo, convido a todos para cozinhar as informações etransformá-las em conhecimentos.
Referência:
BURKE,
Peter. Uma História social
do conhecimento. De Guttemberg a Diderot. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 2003.
Gracineide Maria de Souza; Jaqueline Janjacomo Ramos; Marcilene da Silva; Paulo César Ruas Oliveira Santos; Sandra da Silva.
De acordo com o texto JOVENS E ADULTOS EM PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO E AS TECNOLOGIA DIGITAIS, de Bianca Maria Santana de Brito, nos leva a uma reflexão sobre a utilização das redes sociais como ferramenta de mediar a informação entre professores/alunos /alunos e se realmente a mesma contribui para o aprendizado do alunado do segmento EJA.
Nota-se nas falas dos(as)entrevistados(as), a motivação de alguns pelo utilização das ferramentas e recursos virtuais, porém sem conseguir mensurar o conhecimento que o mesmo pode proporcionar. Sobre este assunto, Duran (2008, p. 57, citado por Brito, 2013)vai dizer que:
"Em suma, apropriar-se efetivamente da linguagem digital é mais do que simplesmente 'saber usar', isto é, não significa apenas a realização de ações aleatórias ou de operações obrigatórias, mas a incorporação de recursos digitais para a realização de projetos individuais e/ou coletivos."
Diante de todas as discussões realizadas até o momento sobre o assunto, notamos que a tecnologia e os meios midiáticos contribuem de forma eficaz e eficiente no aprendizado dos alunos. No entanto, sou um pouco pessimista quanto a esta teoria, uma vez que o que percebo com toda a disseminação da informação, na maioria das vezes, são métodos e práticas alienantes e que contribuem mais para distração do que para o aprendizado.
Infelizmente o que é possível notar, são escolas que ainda não tem uma infraestrutura adequada para oferecer ensino de qualidade utilizando as tecnologias disponíveis no mercado. Outro fator, são os profissionais da educação, que na maioria das vezes não estão preparados para o uso de tais ferramentas, o que impossibilita esta prática em sala de aula, em especial com as turmas da EJA, por tratar de jovens e adultos que tem acesso a mídia e a informação, mas não sabem e não são treinados a utilizar de forma adequada a contribuir com o aprendizado.
Rompendo barreiras sociais e geográficas
As tecnologias digitais, principalmente por meio da internet, tem proporcionado novas formas de contato com o mundo exterior (ao indivíduo), num romper contínuo de barreiras sociais e geográficas inimaginável a poucas décadas atrás.
Neste cenário, de interações e informações cada vez mais velozes e sem barreiras, cabe a busca por levarmos aos nossos alunos, principalmente do público aqui tratado (EJA), um melhor convívio e uso, no meio escolar, dessa ferramenta hoje tão presente em nosso cotidiano. Do mesmo modo, se faz indispensável buscarmos para os profissionais da educação, novos modelos de formações que estejam mais voltados para essas novas realidades da contemporaneidade, onde as tecnologias sejam ferramentas mediadoras e potencializadoras de novos saberes, de interações de ideias com outros mundos acadêmicos, dentro e fora do país.
Mister lembrarmos que dentro desse todo, se faz – também – urgente revermos as estruturas físicas dos laboratórios e de acesso ofertados nas escolas públicas brasileiras, pois dada a insistência em permanecermos alocando-as no abismo do atraso, o único resultado possível de ser encontrado será termos uma instituição à margem das mudanças sociais e da própria sociedade, esta, objeto primaz a que a escola se destina.
Eja e redes sociais, de mãos dadas com a leitura e a escrita
A educação enquanto emancipação e crescimento humano não é percebida maioria do público da Eja, que geralmente buscam um diploma ou uma instrumentalização, ou seja, aprender a ler e escrever. Neste universo, os alunos acreditam estarem dissociados os processos de aprendizagem ofertados pela escola e as mil possibilidades trazidas pelo mundo da internet, onde a escolarização serve apenas como ferramenta para o uso do computador, já que para o seu manuseio se faz necessário ser alfabetizado. Porém as amostram dão claras pistas do aumento de leitura e escrita, proporcionada após os alunos terem tido acesso a rede, o que mostra um aumento considerável na prática da cultura letrada.
A pouca utilização dos meios digitais nas aulas destinadas ao público da Eja, mostra o pouco uso das potencialidades ofertadas pela internet, onde esse ambiente lúdico pode ser aproveitado para facilitar o aprendizado do alunado, inclusive identificando as lacunas e as potencialidades de cada um. A internet - podemos afirmar com clareza - é uma ferramenta que veio pra ficar e, que, portanto, pode e deve ser incorporada aos métodos de aprendizagem existentes, como elemento somador
Conectando os sujeitos da EJA
É válido pontuar que os sujeitos da EJA são atuantes na sociedade e que os ensinos devem partir de suas vivências e experiências,mas um ponto que é importante destacar também é a necessidade de integrar ao mundo globalizado esses sujeitos.
Quando se fala do processo de alfabetização tudo dependerá da disponibilidade da escola. Há, ainda nos dias de hoje, escolas em que o laboratório existe mas não pode ser utilizado pelos alunos da noite, pois não tem professor disponível para ficar nesta aula. Se pensarmos que atualmente a maioria das casas possuem computador e internet, fica tudo mais fácil, certo? Errado.
O computador destas residências são para que os outros integrantes da casa possam navegar pela rede. Se o aluno trabalha o dia inteiro e estuda a noite, qual o horário disponível para ele se conectar?
Outro fator que preocupa é o fato que alguns não demonstram interesse pela tecnologia. E aí fica a pergunta: Como conectar o aluno da EJA?
Acredito que a motivação é o primeiro passo para que haja conexão. Depois, segundo Freire é preciso que exista um motivo, uma curiosidade. Então, mais uma vez voltamos à vertente que é preciso usar a ferramenta digital para entender, conhecer ou aprimorar o conhecimento de alguma coisa que faça sentido para o aluno da EJa. Uma aula com significados. Uma aula com amor.
[...] a minha questão não é acabar
com a escola, é mudá-la completamente, é radicalmente fazer que nasça dela um
novo ser tão atual quanto a tecnologia. Eu continuo lutando no sentido de pôr a
escola à altura do seu tempo. E pôr a escola à altura do seu tempo não é
soterrá-la, mas refazê-la. (FREIRE & PAPERT, 1996).
Em
2004, Salman Khan, engenheiro estadunidense, percebeu que sua prima de 12 anos,
Nádia, estava com dificuldades em matemática. Ele se ofereceu para ajudá-la a
estudar, mas, como moravam em cidades distantes, as aulas eram feitas através
do telefone e de material que Khan enviava à garota pela internet. O resto da
família do engenheiro ficou sabendo e, logo, Khan se viu dando aulas para todos
os seus priminhos e priminhas. Ficou difícil conciliar o tempo entre eles e
enviar material para todos. A solução veio por meio de um amigo da família que
sugeriu o que, na época, era uma novidade: "Você já ouviu falar do
YouTube"?
Nascia,
aí, a Khan Academy, uma organização sem fins lucrativos, que
hoje é um sistema inovador de ensino, testado internacionalmente. E, nesta
quinta-feira, dia 17 de janeiro, o seu fundador esteve em São Paulo para
explicar os conceitos desse novo método que começa a ser aplicado em escolas
brasileiras.
Através
do YouTube, Khan explicava conceitos de álgebra para seus primos e, ao mesmo
tempo, desenvolveu um software livre, que produzia exercícios para que eles
treinassem o que aprendiam. As aulas logo começaram a ficar famosas pela rede,
por terem uma linguagem acessível. Khan conta que percebeu o potencial
educativo que aquele poderia ter e, quando o seu canal no YouTube começou a
ficar mais famoso, largou seu emprego como investidor para se dedicar
exclusivamente ao programa.
"Foi
muito arriscado. Eu não tinha investimento nenhum, minha estrutura tecnológica
era uma câmera, um computador e um software que todos conhecem como Microsfot
Paint", mas perseverou, investindo todas as suas economias no projeto. E,
em meados de 2008, Khan ficou sabendo que os filhos de Bill Gates usavam suas
aulas online.
"Logo
o pessoal da Microsoft erntrou em contato comigo, perguntando 'do que eu
precisava' para levar o projeto adiante. E o Google também. Hoje, graças ao
investimento de empresas interessadas, temos uma equipe de 40 pessoas na
sede principal, além de várias organizações internacionais, que traduzem o nosso
material e o aplicam em seus países", conta o engenheiro, citando o caso
da Fundação Lemann que, no Brasil, promove a Khan Academy em escolas públicas
de São Paulo.
Atualmente,
a Khan Academy tem 3800 aulas, softwares de exercícios e programas que analisam
os dados individuais de cada aluno, mostrando o progresso deles em diferentes
áreas do conhecimento.
Mas qual é a vantagem deste método de ensino?
De acordo
com Khan, a forma com que as crianças passam pela escola hoje é sofrida.
"Elas ficam sentadas, ouvindo monólogos, sem poderem se mexer por 60
minutos seguidos. E, depois, precisam aplicar aquilo em exercícios distantes de
sua realidade", comenta. A Khan Academy tira a responsabilidade do
professor fazer longas explicações e confia no poder da tecnologia para fazer o
contato inicial entre o estudante e a matéria.
Através
dos vídeos, o aluno pode assistir as aulas em seu próprio ritmo, retomar
explicações que não tenha entendido, sem ser obrigado a se demorar em tópicos
que já tenha compreendido ou fingir ter compreendido algo que não entendeu, se
expondo diante da turma ou, pior, não resolvendo suas dúvidas.
A aula e
o contato com o professor seriam dedicados a um tempo definido por Khan como
mais precioso. "É onde ocorre a troca de conhecimentos, a resolução de
exercícios. O professor aproveita esse tempo para identificar dificuldades
individuais de seus alunos e eles também podem conversar e aprender um com o
outro", explica.
O
conceito mais importante da a Khan Academy é considerar que cada um tem um
ritmo diferente de aprendizado. E, no sistema atual de ensino, dificuldades
básicas acabam não sendo resolvidas e sendo soterradas por outras matérias.
Isso faz com que o aluno não perceba a totalidade de seus conhecimentos e
que acabe 'fingindo aprender' quando apenas decora conceitos, sem
compreendê-los.
"O
aluno que não sabe matemática básica não aprende geometria, ele não consegue.
Ele acaba fingindo aprender, decorando fórmulas mecânicas que dão a ele o
resultado esperado, ele passa por média na prova. Mas na hora de resolver um
problema mais complexo, ele não consegue". Para Khan, a culpa é do sistema
de avaliação. "Achamos passável uma nota 7 de 10, por exemplo. Afinal, o
aluno está acima da média. Mas e se, ao construirmos um edifício, o primeiro
andar estiver só 70% bom? Com os alunos é a mesma coisa, ao chegarmos a um
nível mais alto, corremos a chance de um desabamento", explica.
Quando o
aluno aprende as coisas ao seu tempo, tem chance de revisão e atenção mais
individual do professor, há menos chance de que esse desabamento futuro ocorra.
Os estudantes ficam mais interessados e os professores mais motivados.
E os professores?
Khan
afirma que não há a menor intenção de substituir professores por vídeos ou por
softwares. "O sistema Khan permite que eles possam identificar
dificuldades individuais do aluno e ajudá-los, também, de forma
individual", explica. De acordo com o educador, hoje o professor precisa
assumir um papel de policial em sala de aula, o que é desgastante e
contra-produtivo, exigindo a atenção do aluno o tempo todo.
Com o
método Khan, os educadores não precisam cobrar a atenção seguida dos alunos por
longas explicações, obrigando-os ao silêncio, mas sim fazer com que eles tenham
uma interação maior entre eles e com o próprio professor. O professor deve
desafiá-los, estimular sua criatividade e oferecer ajuda individual.
"E o
aluno também passa a ver professores com outros olhos. Eles pensam 'poxa, essa
pessoa quer me ajudar' e não 'essa pessoa quer me obrigar a fazer algo que eu
não quero'", conclui o engenheiro. E isso se reflete no rendimento dos
alunos: segundo pesquisas feitas nos EUA, as notas de estudantes que usam esse
método são significativamente maiores.
A Khan Academy no Brasil
Através
da Fundação Lemann, mais de 400 vídeos da Khan Academy foram traduzidos para o
português, nas disciplinas de matemática, biologia, química e física. No YouTube,
essas aulas arrecadaram mais de 1,9 milhão de visualizações. O método também
está sendo aplicado com mais de 1200 alunos de 10 escolas públicas de São Paulo
- neste ano, o número ainda deve crescer: serão incluídos mais alunos,
totalizando um número de 6 mil, e mais 600 vídeos serão traduzidos.
EJA e Rede sociais- instrumento de ensino aprendizagem
De acordo com o texto JOVENS E ADULTOS EM PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO E AS TECNOLOGIA DIGITAIS, de Bianca Maria Santana de Brito, fica claro que as tecnologias digitais ocupa muitos lugares da sociedade, está presente em todas as esferas. As mudanças são constantes, e com isso a educação também sofrem mudanças, por isso se deve usar novas estratégias de ensino e aprendizagem. No momento atual, portanto, apropriar-se das tecnologias digitais é uma necessidade básica de aprendizagem, tanto quanto a alfabetização e a escolarização. No texto um grupo se importa mais com o certificado que com o aprendizado, com isso o uso de tecnologias na escola não é um ponto relevante. Como ´ressaltado no texto, que o lidar com as tecnologias é bastante complexo, já que, além do texto escrito, é necessário compreender simultaneamente outras linguagens, como imagens e vídeos.
Paulo Freire disse que “...devemos por a escola à altura das tecnologias.”
Vemos em nossa vida as tecnologias, porém, nem sempre estamos aptos a usá-la. Por isso, há necessidade de mediação por parte dos professores. Ensinar não só o manuseio e recursos, mais também, ensiná-los a buscar seu próprio conhecimento, aprender a desconfiar desse conhecimento que não é absoluto e então transformar o conhecimento. Entretanto não basta ter os instrumentos é preciso dominá-los. Brito, 2013, disse:“...A maior parte dos sujeitos utilizam as tecnologias digitais fora da escola para se divertirem e aprenderem sobre temas relacionados á projetos pessoais e conteúdos culturais de seu interesse...”
“...Sem estarem alfabetizados, por exemplo a capacidade de navegação pela rede fica comprometida e quanto mais escolarizados, mais, os sujeitos da EJA se apropriam das tecnologias...”
No momento atual, portanto, apropriar-se das tecnologias digitais é uma necessidade básica de aprendizagem, tanto quanto a alfabetização e a escolarização. Segundo Vanilda Paiva, trata-se dos “conhecimentos necessários a sociedade do conhecimento” (PAIVA, 2003). Mais que saber operar tais tecnologias, apropriação aqui diz respeito aos diferentes usos que educandos da EJA e utilizarem as tecnologias digitais para realizarem projetos individuais ou coletivos; aos sentidos que atribuem e a maneira como interpretam estes usos.
Por fim, é importante aprender a utilizar de maneira benéfica as redes sociais para a educação. As melhorias no aprendizado serão expressivas e os alunos da EJA aprenderão de maneira mais agradável.As redes sociais são bons espaços para compartilhar com os alunos materiais multimídia, notícias de jornais e revistas, vídeos, músicas, trechos de filmes ou de peças de teatro que envolvam assuntos trabalhados em sala, de maneira complementar.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Freire e Papert
Após assistir o vídeo da conversa entre os dois educadores Freire e Papert e ler o artigo tecnologias e PROEJA: uma relação possível, é evidente a preocupação com propostas que impedem o aluno de compreenderem o mundo e se tornarem alienados. Freire se apesenta convicto por uma pedagogia da curiosidade, uma pedagogia da pergunta e não, da resposta, que é exatamente a pedagogia que se funda nessa curiosidade, sem a qual não há pedagogia, e que aumenta essa curiosidade. Uma das tarefas centrais da escola é proporcionar o conhecimento do conhecimento já existente e a produção do conhecimento ainda não existente. Essas são as duas tarefas principais da escola, dar o conhecimento do conhecimento já existente e produzir o conhecimento ainda não existente. Papert concorda com o papel reflexivo e formador que a escola deve possuir. Com isso é necessário que o educador busque novos modelos de como se relacionar com as novas gerações, em que fazem parte do mundo delas as tecnologias. Os dois educadores têm pensamento comum no que remete ao papel do educador, que dever ser sempre aberto a considerar as vivências e experiências dos educandos. Outro ponto comum é a construção do conhecimento, combater o desequilíbrio entre o aprendizado e o ensino, uma vez que o ensino está muito mais valorizado do que o aprendizado o que acaba por alienar o educando.
Os educadores discordam em alguns pontos, para Papert o modelo atual de escola é ultrapassado, pois as crianças devido ao processo tecnológico, não precisariam mais de estar presentes em uma sala de aula formal, e Freire defende que a presença ainda é necessária, e que muitos brasileiros que se encontram na linha da pobreza. Freire concorda com os três estágios, mas discorda com o fim da escola, mas acredita que a mesma necessita de mudança para fomentar sempre mais a aprendizagem significativa.
É pertinente a temática, pois é comum encontrarmos escolas com alunos sentados em fileiras, professores portadores de saberes enciclopédicos, não considerando os conhecimentos já adquiridos dos alunos, e se colocando a margem da realidade de cada educando. Atualmente o saber enciclopédico é algo ultrapassado, pois a pessoa tem muito mais oportunidade de ter acesso as fontes de informações. A sociedade atual apresenta novas necessidades formativas, e a educação deve ter um novo enfoque, com isso é preciso um novo replanejamento da educação para se adequar ao novo paradigma, que é refletir o que estamos ensinando, como estamos ensinando e que recursos estamos utilizando.
No atual contexto o papel do professor é de grande importância, pois ele deve ser o provocador de conhecimentos pré – construídos, desestabilizando para a reconstrução de novos conhecimentos.
Quadro e giz, uma excelente tecnologia pra quem tem compromisso
Concordam com os objetivos e propostas da educação, principalmente no que toca a preocupação com o processo educacional em sim, num mundo em que o aluno, abstraído do ensino, não consegue compreender o aprendido, ou antes, o ensinado, já que quase nada aprendeu, numa eterna permanência de distancia da consciência do processo de aprendizagem em si.
Tendo o processo de aprendizagem como interação, quase autônoma entre o indivíduo e as coisas, Papert crê que a tecnologia tem proporcionado contornar o segundo estágio percorrido pela criança durante sua trajetória de vida (a escola), também acredita que o ensino tem sido bem mais valorizado que o aprendizado e, neste ponto, chama à possibilidade de uma aprendizagem com um mínimo de ensino, onde a tecnologia rompa com os processos formais de ensino e proporcione uma autonomia ao indivíduo. Esses pontos trazem não discordância em si, mas certa preocupação a Paulo Freira no momento em que elenca a disparidade existente entre a disposição das tecnologias e seus acessos, pois este entende melhor as mazelas sócias de países desiguais como o Brasil.
No que toca a discussão, ainda que passados dezoito anos do falecimento de Freie, vejo o quão atual é o tema, pois a inclusão – seja ela de gênero, tecnológica etc. – permanece atual. Ainda vemos na maioria das escolas brasileiras destinadas a arraia-miúda, políticas de inclusão que tão somente serve de ferramentas para lavagem de dinheiro e compra de votos, afora o péssimo entendimento e uso por parte dos profissionais da educação que insistem em usar os laboratórios (ainda que de péssima qualidade) ou as tecnologias existentes e disponíveis como muletas. Pra quem não tem compromisso com o ensino, com o bem público e com o outro, enfim, tecnologia se faz com máquinas ou mesmo com um quadro e um giz na mão, pois que tem ganas de ensinar corre atrás.