sexta-feira, 16 de outubro de 2015

SEJAM BEM VINDOS AO BLOG DO GRUPO 04 - EJA E REDES SOCIAIS

um mundo em suas mãos


Este espaço foi criado com o objetivo de compartilhar informações com os demais colegas do curso de Especialização em PROEJA, a fim de atender requisitos da disciplina Tecnologias Educacionais no Proeja. Por acreditar que é por intermédio das informações que alcançamos e/ou geramos os conhecimentos. Peter Burke (2003, p. 19) faz uma comparação dentre os estágios do que é informação e o que é conhecimento, em que o mesmo vai dizer que:


   (...) usa o termo “informação” para referir-se ao que é relativamente “cru”, específico e prático e o —termo “Conhecimento” para denotar o que foi “cozido”, processado ou sistematizado pelo pensamento. 


 Logo, convido a todos para cozinhar as informações e transformá-las em conhecimentos. 

Referência:
BURKE, Peter. Uma História social do conhecimento. De Guttemberg a Diderot. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.


Gracineide Maria de Souza; Jaqueline Janjacomo Ramos; Marcilene da Silva; Paulo César Ruas Oliveira Santos; Sandra da Silva.


quinta-feira, 15 de outubro de 2015


O Que é Inclusão Digital nas Escolas?




Filme: O que é inclusão Digital?
ttps://www.youtube.com/watch?v=zA_DIn0KB8U


Laboratório dos sonhos!!


Filme: O que é inclusão digital nas escolas?
https://www.youtube.com/watch?v=rxn5eMukxXI

terça-feira, 13 de outubro de 2015



Redes Sociais: Meio de interação ou distração?


De acordo com o texto JOVENS E ADULTOS EM PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO E AS TECNOLOGIA DIGITAIS,  de Bianca Maria Santana de Brito, nos leva a uma reflexão sobre a utilização das redes sociais como ferramenta de mediar a informação entre professores/alunos /alunos e se realmente a mesma contribui para o aprendizado do alunado do segmento EJA.


Nota-se nas falas dos(as)entrevistados(as), a motivação de alguns pelo utilização das ferramentas e recursos virtuais, porém sem conseguir mensurar o conhecimento que o mesmo pode proporcionar. Sobre este assunto, Duran (2008, p. 57, citado por Brito, 2013)vai dizer que:


"Em suma, apropriar-se efetivamente da linguagem digital é mais do que simplesmente 'saber usar', isto é, não significa apenas a realização de ações aleatórias ou de operações obrigatórias, mas a incorporação de recursos digitais para a realização de projetos individuais e/ou coletivos."

Diante de todas as discussões realizadas até o momento sobre o assunto, notamos que a tecnologia e os meios midiáticos contribuem de forma eficaz e eficiente no aprendizado dos alunos. No entanto, sou um pouco pessimista quanto a esta teoria, uma vez que o que percebo com toda a disseminação da informação, na maioria das vezes, são métodos e práticas alienantes e que contribuem mais para distração do que para o aprendizado.

Infelizmente o que é possível notar, são escolas que ainda não tem uma infraestrutura adequada para oferecer ensino de qualidade utilizando as tecnologias disponíveis no mercado. Outro fator, são os profissionais da educação, que na maioria das vezes não estão preparados para o uso de tais ferramentas, o que impossibilita esta prática em sala de aula, em especial com as turmas da EJA, por tratar de jovens e adultos que tem acesso a mídia e a informação, mas não sabem e não são treinados a utilizar de forma adequada a contribuir com o aprendizado.   

Rompendo barreiras sociais e geográficas


As tecnologias digitais, principalmente por meio da internet, tem proporcionado novas formas de contato com o mundo exterior (ao indivíduo), num romper contínuo de barreiras sociais e geográficas inimaginável a poucas décadas atrás.

Neste cenário, de interações e informações cada vez mais velozes e sem barreiras, cabe a busca por levarmos aos nossos alunos, principalmente do público aqui tratado (EJA), um melhor convívio e uso, no meio escolar, dessa ferramenta hoje tão presente em nosso cotidiano. Do mesmo modo, se faz indispensável buscarmos para os profissionais da educação, novos modelos de formações que estejam mais voltados para essas novas realidades da contemporaneidade, onde as tecnologias sejam ferramentas mediadoras e potencializadoras de novos saberes, de interações de ideias com outros mundos acadêmicos, dentro e fora do país.

Mister lembrarmos que dentro desse todo, se faz – também – urgente revermos as estruturas físicas dos laboratórios e de acesso ofertados nas escolas públicas brasileiras, pois dada a insistência em permanecermos alocando-as no abismo do atraso, o único resultado possível de ser encontrado será termos uma instituição à margem das mudanças sociais e da própria sociedade, esta, objeto primaz a que a escola se destina.

Eja e redes sociais, de mãos dadas com a leitura e a escrita


A educação enquanto emancipação e crescimento humano não é percebida maioria do público da Eja, que geralmente buscam um diploma ou uma instrumentalização, ou seja, aprender a ler e escrever. Neste universo, os alunos acreditam estarem dissociados os processos de aprendizagem ofertados pela escola e as mil possibilidades trazidas pelo mundo da internet, onde a escolarização serve apenas como ferramenta para o uso do computador, já que para o seu manuseio se faz necessário ser alfabetizado. Porém as amostram dão claras pistas do aumento de leitura e escrita, proporcionada após os alunos terem tido acesso a rede, o que mostra um aumento considerável na prática da cultura letrada.

A pouca utilização dos meios digitais nas aulas destinadas ao público da Eja, mostra o pouco uso das potencialidades ofertadas pela internet, onde esse ambiente lúdico pode ser aproveitado para facilitar o aprendizado do alunado, inclusive identificando as lacunas e as potencialidades de cada um. A internet - podemos afirmar com clareza - é uma ferramenta que veio pra ficar e, que, portanto, pode e deve ser incorporada aos métodos de aprendizagem existentes, como elemento somador

Conectando os sujeitos da EJA


É válido pontuar que os sujeitos da EJA são atuantes na sociedade e que os ensinos devem partir de suas vivências e experiências,mas um ponto que é importante destacar também é a necessidade de integrar ao mundo globalizado esses sujeitos.

Quando se fala do processo de alfabetização tudo dependerá da disponibilidade da escola. Há, ainda nos dias de hoje, escolas em que o laboratório existe mas não pode ser utilizado pelos alunos da noite, pois não tem professor disponível para ficar nesta aula. Se pensarmos que atualmente a maioria das casas possuem computador e internet, fica tudo mais fácil, certo? Errado.

O computador destas residências são para que os outros integrantes da casa possam navegar pela rede. Se o aluno trabalha o dia inteiro e estuda a noite, qual o horário disponível para ele se conectar?
Outro fator que preocupa é o fato que alguns não demonstram interesse pela tecnologia. E aí fica a pergunta: Como conectar o aluno da EJA?

Acredito que a motivação é o primeiro passo para que haja conexão. Depois, segundo Freire é preciso que exista um motivo, uma curiosidade. Então, mais uma vez voltamos à vertente que é preciso usar a ferramenta digital para entender, conhecer ou aprimorar o conhecimento de alguma coisa que faça sentido para o aluno da EJa. Uma aula com significados. Uma aula com amor.


Fonte: https://promyllefraga.wordpress.com/2012/12/19/dialogo-entre-paulo-freire-e-seymour-papert-filme/


[...] a minha questão não é acabar com a escola, é mudá-la completamente, é radicalmente fazer que nasça dela um novo ser tão atual quanto a tecnologia. Eu continuo lutando no sentido de pôr a escola à altura do seu tempo. E pôr a escola à altura do seu tempo não é soterrá-la, mas refazê-la. (FREIRE & PAPERT, 1996).